Ficha Pública e Notoriedade
Nota. A ficha pública é o que as sete cidades sabem sobre um aventureiro. Não é a ficha dele. É o registro da Guilda, e é assim que o personagem de um jogador chega à mesa de outro sem que nenhum Mestre de Cena veja a ficha alheia.
1. Quem escreve
Somente o Árbitro, e somente a partir da Cronologia homologada.
Jogador não escreve a própria ficha pública, e Mestre de Cena também não. Se o dono escrevesse, publicaria a versão que quer que os outros vejam, e o registro viraria propaganda. Aqui vale o mesmo princípio da Cronologia: entra o que aconteceu e foi homologado, não o que se gostaria que tivesse acontecido.
Atualiza-se junto com o Boletim, na mesma virada de semana.
2. O que nunca aparece
Atributos, perícias, pontos, feitiços, equipamento, dinheiro, Estado de Retomada, amarras, segredo do personagem, dívidas ocultas, e o campo do que o personagem ainda não sabe. Tudo isso vive na ficha canônica, que é do Árbitro, e não sai de lá.
3. A escada da notoriedade
Quanto mais alto o rank, mais o mundo sabe. Ninguém começa conhecido.
| Rank | O que a ficha pública mostra |
|---|---|
| **F e E** | Nome, cidade, divindade patrona, rank. Nada mais. |
| **D a B** | O acima, mais feitos públicos e reputação registrada pela Guilda. |
| **A e acima** | O acima, mais alianças, dívidas assumidas em público e cargo ou patronato. |
Aparecer na lista é recompensa. Um rank F tem quatro linhas e é assim que deve ser — é o que faz a quinta linha significar alguma coisa.
4. Sair da lista custa
O registro é da Guilda, e a Guilda não apaga. Quem quiser suprimir uma linha — uma derrota com testemunhas, uma dívida, uma aliança inconveniente — não compra silêncio: compra intercessão política, que passa por uma cidade disposta a pedir, e cria dívida com quem pediu. Ámenti nunca suprime nada, por princípio de arquivo. Fengdu suprime, por procedimento, e cobra caro. Isso é gancho.
5. Como o Mestre de Cena usa
Pode: fazer NPC comentar o que está na ficha pública de outro personagem, tratar reputação registrada como fato conhecido no Limiar, e deixar o mundo reagir a quem o jogador é aos olhos das cidades. Não pode: deduzir número de ficha a partir dela, inventar linha que não está escrita, nem agir contra o personagem de outro jogador — essa proibição do documento 04 continua inteira. Ficha pública é matéria de conversa e de política, nunca de ação. É por aqui que o conflito por procuração do documento 02 ganha encanamento: você não ataca o rival, você lida com a reputação dele, que está escrita onde todo mundo lê.