NPCs Nomeados
Atenção. Regra de ouro: nenhum deles resolve o problema dos jogadores. Quando um jogador recorrer a um nome grande, a resposta padrão é que ele está ocupado, comprometido politicamente, ou impedido por acordo entre cidades. É por isso que a Guilda contrata gente como o jogador.
Nenhum Mestre de Cena mata, promove, corrompe ou casa um destes sem Pendência. Podem aparecer livremente em cena.
A GUILDA
KORVAS DE ANÉIS — Mestre do Registro
Rank aposentado (foi A). 60 anos. Sem cidade declarada.
Homem pequeno, meticuloso, usa um anel por erro que o Registro cometeu sob a mão dele — sete, em toda uma vida de cargo. Sabe o nome ligado a cada um dos sete, e diz o nome a quem perguntar com respeito, porque erro escondido é como um registro apodrece. Nasceu em Ônfalos, renunciou à cidadania para assumir o cargo, e essa renúncia é o que torna a Guilda crível.
Agenda: manter o registro funcionando. Só isso, e com fanatismo.
Rival: a embaixadora de Ámenti, que quer os arquivos da Guilda.
Como usar: é ele quem promove, e é ele quem segura promoção por motivo político. Justo, inflexível, e não gosta de ninguém.
MIRA SEIS-DEDOS — Corretora de Informação
Rank C, e escolheu parar aí. 34 anos. Limiar.
Perdeu quatro dedos no andar 9 e ganhou uma profissão. Sabe onde ficam os bolsões de mana nula, quais rotas estão instáveis, e quem deve a quem.
Agenda: vender informação a todos e a ninguém em exclusividade.
Rival: o serviço de arquivo de Ámenti, que faz de graça o que ela cobra.
Como usar: é o balcão de informação da campanha. Cobra, e o preço às vezes é um favor.
ÔNFALOS
TERSANDRO DE ÔNFALOS — Rank S
41 anos. Marcado por Atena.
Chegou ao andar 27. Segundo aventureiro vivo mais fundo. Fala pouco, planeja demais, e nunca perdeu um subordinado — fato que ele repete e que os arquivos confirmam.
Agenda: chegar à porta do andar 29 antes de qualquer outra cidade.
Rival: Halvard de Gapheim, e o desprezo é mútuo e público.
Por que não ajuda: prepara a expedição há dois anos e não desvia por nada.
KALLISTHE — Embaixadora no Limiar
38 anos. Marcada por Hermes.
Brilhante, encantadora, e a melhor negociadora das sete embaixadas. Ônfalos a mandou para cá porque em casa ela era perigosa demais.
Agenda: construir a coalizão que Ônfalos nunca consegue formar sozinha.
Rival: o adido de Fengdu, que a supera em paciência.
KLEITOS, O QUE CONTA AS BRASAS — Cobrador da Casa de Hefesto
Sem rank. 47 anos. Ônfalos, e no Limiar toda semana.
Não é ferreiro e nunca foi: é o homem que a Casa de Hefesto manda quando o aluguel da forja atrasa. Chega pela manhã, antes de a fornalha pegar, e espera de pé — nunca interrompe quem está com o metal quente na mão, porque peça estragada não paga dívida nenhuma. Conta as brasas enquanto espera, e é daí que veio o nome, que ele não escolheu e não recusa.
Cobra de trinta e um oficiais nas sete cidades. Sabe de cor quanto cada um deve, há quanto tempo, e o que cada um empenhou. Não ameaça, não grita e não quebra nada. Ele fecha a forja, que é a única coisa que precisa fazer.
Agenda: que ninguém perca a forja. Cobrador que fecha oficina perde o pagador, e a Casa não o mantém por severidade — mantém por saldo. Ele prefere renegociar a executar, e propõe o prazo antes que o oficial peça.
Dívida: a Casa o tirou do aro de remo por uma dívida do pai dele, e nunca lhe disse quanto ainda falta. Ele cobra há vinte anos uma conta que não sabe se já quitou.
Rival: a Assembleia de Ônfalos, que toda estação tenta transferir as forjas do santuário para a arrecadação da cidade. Se conseguir, Kleitos vira funcionário público e perde o poder de renegociar.
Como usar: é a cena política que a dívida de um jogador produz, e ela não é pancadaria. Ele aparece quando o pagamento atrasa e traz uma escolha, nunca um ultimato: pague, empenhe, ou trabalhe para a Casa nesta semana. Aceitar a terceira opção é o começo de um fio. Nunca aparece armado, e não reage a ameaça — reage fechando a forja no dia seguinte, sem discutir.
ÁMENTI
NEBET-KA — Embaixadora e Escriba-Mor
52 anos. Marcada por Thoth.
Registra tudo. Lembra tudo. Nunca ameaça — apenas menciona um arquivo, e a outra parte entende.
Agenda: obter os registros da Guilda e centralizar em Ámenti a memória da Garganta.
Rival: Korvas, que não cede.
Como usar: fonte de informação incomparável, e nada é gratuito. Cobra em favores futuros indeterminados, e cobra.
HOR-SETI — Sacerdote de Anúbis
47 anos. Trata das petições de intercessão.
Recebe famílias em luto e famílias ricas, e diz não a quase todas. É honesto sobre a taxa de sucesso, o que o torna impopular dentro do próprio sacerdócio.
Agenda: manter a intercessão honesta num sistema que lucra com esperança.
Rival: o próprio Tribunal.
Como usar: é quem os jogadores procuram quando alguém morre. Ele vai dizer não, com respeito, e explicar por quê.
GAPHEIM
HALVARD OLHO-QUEBRADO — Rank S
49 anos. Marcado por Odin.
O mais fundo que já voltou: andar 30, há dezenove anos, sozinho, de sete que desceram. Nunca disse o que viu. Bebe, ri alto, e é muito mais inteligente do que aparenta.
Agenda: desconhecida. Odin não conta a ninguém o que planeja, e Halvard sabe que é peça.
Rival: Tersandro, publicamente.
Por que não ajuda: ele diria que sim, iria junto, e trairia o grupo se Odin quisesse. Está em toda cena como tentação perigosa.
SIGRUN A LEI-DITA — Juíza do Thing no Limiar
44 anos. Marcada por Tyr.
Resolve disputas entre aventureiros de Gapheim, e cada vez mais entre cidades, porque as pessoas confiam nela. Nunca quebrou palavra dada, e isso é verificável.
Agenda: que juramento signifique alguma coisa onde sete leis se contradizem.
Rival: ninguém. É o problema dela — intocável, e por isso sem aliados.
TULÁN
IXKAB TREZE-VENTO — Sacerdotisa-Calendarista
36 anos. Marcada por Ixchel.
Determina quando Tulán pode agir. As outras seis cidades a consideram obstáculo burocrático e não entendem que ela está lendo algo real.
Agenda: as datas apontam para uma convergência daqui a onze meses.
Rival: o sacerdócio de Tezcatlipoca, que quer o cargo.
Como usar: dá prazos ao mundo. Quando ela diz que Tulán não pode agir antes de tal data, isso é obstáculo real e alavanca política.
YAX BALAM — Rank A, Comandante de Contenção
33 anos. Marcado por Huitzilopochtli.
Comanda a maior operação de contenção rasa do Limiar. Trezentos aventureiros sob coordenação dele. Competente, exausto, e ninguém agradece.
Agenda: manter a Pressão baixa nos andares 1 a 10 com recursos que minguam.
Rival: todas as cidades que retiram esquadras da contenção para caçar glória no fundo.
Como usar: é ele quem contrata os jogadores de rank baixo. Direto, justo, sem tempo para conversa. Ganhar o respeito dele vale mais que ouro.
FENGDU
O ADIDO WEN — Embaixador
Idade não declarada. Passou nos exames em primeiro lugar, há muito tempo.
Cortês, ilegível, e ainda estará ali quando todos os outros embaixadores tiverem sido substituídos. Fengdu pensa em séculos e mandou o homem certo.
Agenda: que Fengdu esteja bem posicionada quando o que quer que esteja acontecendo terminar.
Rival: Kallisthe, que ele supera em paciência e perde em charme.
ZHOU LI — Caçadora, Rank B
29 anos. Marcada por Zhong Kui.
Especialista no que atravessou uma porta. É quem a Guilda chama quando aparece algo que não deveria estar ali.
Agenda: catalogar cada aparição fora de lugar e provar o padrão.
Rival: a burocracia da própria cidade, que engaveta seus relatórios.
Como usar: aliada natural de jogadores que percebam o padrão. E é uma das poucas dispostas a ajudar de fato — porque precisa de testemunhas.
AMARAVATI
RAJ INDRAVARMAN — Embaixador
58 anos. Marcado por Varuna.
Representa a única cidade que reconhece a reivindicação dos Nagas sobre trechos profundos do poço. Isso o deixa isolado e ele não parece se importar.
Agenda: impedir que as sete cidades tratem o poço como propriedade.
Rival: todas as outras seis embaixadas, cordialmente.
DEVAKI — Maga, Rank A
44 anos. Marcada por Agni. Aptidão Mágica alta.
A maior autoridade viva sobre mana profunda. Mapeou quatro bolsões de mana nula e vendeu a localização de dois.
Agenda: entender por que a mana aumenta com a profundidade. Ninguém mais está fazendo essa pergunta.
Rival: Mira Seis-Dedos, que revende o que ela descobre.
ILÊ IFÉ
BABALORIXÁ ADEBAYO — Chefe do Conselho no Limiar
61 anos.
Faz as leituras que orientam as descidas de Ilê Ifé. As outras cidades zombaram por trezentos anos, e pararam de zombar nos últimos três, porque as leituras dele têm acertado com frequência desconfortável.
Agenda: fazer as outras seis entenderem que a Garganta é caminho, não destino — antes que a insistência delas custe caro.
Rival: ninguém declarado. Ele não compete.
Como usar: é a voz que diz a coisa certa cedo demais para alguém acreditar.
FUNMILAYO — Rank B, Batedora
31 anos. Marcada por Oxóssi.
Mapeou mais rotas dos andares 11 a 14 que qualquer pessoa viva. Trabalha sozinha por escolha, e vende mapas a quem paga.
Agenda: encontrar o que ela chama de oitava porta. Está convencida de que existe.
Rival: as embaixadas que querem exclusividade sobre os mapas dela. E Vantê, que foi da esquadra dela e rompeu.
Sobre a conta dela. Todo mundo diz sete portas. Funmilayo diz que seis estão localizadas, que a sétima é a de Ilê Ifé e nunca foi achada, e que a que Ônfalos reivindica foi atribuída por eliminação e não por medição — logo há uma porta a mais do que a conta oficial admite. A própria Ilê Ifé acha que ela está confundindo doutrina com cartografia: se a passagem da cidade é encruzilhada e não lugar, não há o que numerar. As outras seis nem discutem.
Ela é a única pessoa viva que refez a soma em voz alta. Não narre se ela está certa. Ela mesma não sabe.
Como usar: contratável, competente, e a melhor porta de entrada para quem queira descer abaixo do 10. Se pagarem bem, leva. Se perguntarem por que ela escolheu aquelas duas rotas e não outras, muda de assunto.
VANTÊ — Rank A, Batedor
38 anos. Marcado por Ogum. Chefia os Doze de Baixo.
Foi da esquadra de Funmilayo por quatro anos e rompeu com ela em praça, na frente de duas embaixadas. Comanda doze batedores e não vende mapa: vende condução. Leva o cliente, cobra pela ida, e a folha volta com ele. Diz a quem quiser ouvir que mapa vendido envelhece na mão de quem comprou, e que a Garganta muda mais rápido que o preço da tinta.
Agenda: que nada do que ele faz vire cargo, concessão ou selo de cidade nenhuma. Recusa exclusividade às sete embaixadas, uma por uma, e faz questão de que a recusa seja pública.
Rival: Funmilayo, declaradamente, e sobre método. Ela diz que ele vende dependência; ele diz que ela vende gente morta com dois anos de atraso.
A conta que ele não fecha. Jurou a Funmilayo, com testemunhas, que ela nunca paga nada a ele — nunca, por nada. Foi o preço de sair sem feud, ele odeia ter jurado, e nunca falhou.
Como usar: contrate um contra o outro, e os dois aceitam. Ele paga bem a quem refizer uma rota vendida por ela e provar que já mudou; ela paga a quem leve cliente por conta própria onde ele cobra condução. O que ele tem de melhor é rota atual e cliente vivo — e nada disso é perna dele: são doze bocas por semana, e é por isso que aceita contrato que preferia recusar.
Uso em mesa
Rank alto é teto, rota e obstáculo. Você quer chegar onde eles estão, e eles não querem sair de lá.
Cada um tem um motivo estrutural para não ajudar: compromisso, exaustão, acordo entre cidades, agenda divina, ou falta de tempo. O Mestre escolhe o motivo que couber na cena — mas escolhe um.
Três exceções úteis: Yax Balam contrata rank baixo de verdade. Zhou Li quer testemunhas. Funmilayo vende serviço a quem paga. Use esses três quando o jogador precisar de tração.